Professor 25/08/2015 - 17:48 - Núbia Daiana Mota/ Seduc

Escolas públicas já podem consultar Guia do Livro Didático 2016 para auxiliar escolha das obras

A relação dos livros didáticos pode ser acessada por meio do Guia disponível no site do FNDE A relação dos livros didáticos pode ser acessada por meio do Guia disponível no site do FNDE - Elias Oliveira / Seduc

O período de escolha dos livros didáticos que serão utilizados pelos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental em 2016, vai de 28 de agosto até oito de setembro. Antes da abertura do sistema para a escolha, os professores, diretores e coordenadores educacionais das escolas públicas podem acessar a relação dos livros didáticos por meio do Guia de Livros Didáticos 2016, no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). No Guia 2016, os professores, coordenadores e diretores, podem conferir as resenhas e informações de cada uma das obras aprovadas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

A técnica da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Celia Maria Fernandes Moraes, que coordena o PNLD no Tocantins, explica de que forma acontece a escolha dos títulos que serão consumidos no próximo ano letivo. “Com o guia, professores, diretores e coordenadores pedagógicos vão poder conhecer melhor as coleções e selecionar os que mais se adequam à realidade de sua escola e atendem ao projeto político pedagógico da unidade de ensino. Sabendo de antemão quais serão as obras a serem adotadas, depois, quando abrir o sistema, basta formalizar a escolha”, destacou.   

Para garantir a lisura do processo e manter alunos e pais informados, Celia enfatiza que a seleção seja divulgada na escola. “Como é uma escolha coletiva, mas apenas uma pessoa vai registrar no sistema do FNDE o que ficou definido pelo coletivo, é importante imprimir o comprovante da escolha com a lista das obras definidas pela equipe e colocar no mural para que todos os interessados tenham conhecimento”, ressaltou.

A técnica da Seduc lembra ainda que é necessário selecionar duas opções de cada componente curricular, de editoras diferentes, para que o FNDE tenha mais condições de negociação sem deixar de atender o que foi definido pela escola. “Estamos mobilizando as escolas urbanas, tanto as da rede estadual, como as escolas municipais, para que não deixem de fazer o registro das duas opções. Caso a escola deixe de registrar, será encaminhado um dos títulos aprovados para o PNLD de 2016 de cada componente curricular. Ela não ficará sem os livros, mas perderá essa oportunidade de realizar a escolha”, destacou.

Obras e novidades

Este ano, serão selecionadas obras didáticas de todos os componentes curriculares dos anos iniciais do ensino fundamental — primeiro ao quinto ano: letramento e alfabetização linguística, alfabetização matemática e ciências humanas e da natureza (primeiro ao terceiro ano); ciências, história e geografia (segundo e terceiro anos); língua portuguesa, matemática, ciências humanas e da natureza, história, geografia, ciências e arte (quarto e quinto anos), além de livros com temáticas regionais para o quarto ou quinto ano.

Uma das novidades da escolha deste ano é a opção pela coleção integrada de ciências humanas e da natureza, que engloba os componentes de ciências, história e geografia, ou livros específicos de cada uma dessas disciplinas.

Também inovação no PNLD 2016 é a inserção, nas coleções que irão para os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, do componente curricular de arte, que considera as modalidades artísticas das artes visuais e audiovisuais, dança, música e teatro.

Escolas do campo

A coordenadora do PNLD no Tocantins enfatiza que a escolha é somente para as escolas urbanas, já que as escolas do campo fizeram a opção das coleções no primeiro semestre deste ano. “As escolas localizadas na zona rural, incluindo as escolas indígenas, já registraram a escolha dos livros do mês de junho. Portanto não precisam acessar novamente o sistema”, conta.  

Esta é a segunda vez que o PNLD vai distribuir material didático específico para estudantes de escolas do campo permitindo o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem de forma contextualizada, com abordagem que leva em conta a realidade social, cultural, ambiental, política e econômica destes estudantes. 

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