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Estruturas curriculares da rede estadual para 2017 são aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação

09/01/2017 - Núbia Daiana Mota

Foram aprovadas pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) as estruturas curriculares para o ano letivo de 2017 propostas pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esporte (Seduc).  As novas estruturas priorizam o fortalecimento das práticas pedagógicas visando à melhoria do processo ensino e aprendizagem impactando positivamente na vida escolar de cerca de 180 mil alunos das 515 escolas estaduais do Tocantins.

Para a gestora da pasta, professora Wanessa Sechim, o CEE reconhece o intuito da pasta em fazer a diferença na vida dos educandos da rede estadual. “A nossa proposta permitirá, por meio de pequenas mudanças, ocasionar grandes transformações no aprendizado e no trabalho dos educadores com importantes avanços no campo pedagógico. É preciso investir nas disciplinas consideradas críticas pelos alunos. Sem alterações na estrutura curricular não é possivel haver mudanças nos indicadores educacionais’, frisa.

Dentre os principais avanços da nova estrutura curricular está a redução do tempo de aula de 60 para 50 minutos em todas as séries, o que possibilitará o aumento do número de aulas semanais para 25. Em 2017, o número de alunos por turma também será reduzido, visando um melhor aproveitamento dos educandos e melhores condições aos professores para ensiná-los.

Ensino fundamental

Para os anos iniciais do ensino fundamental haverá o aumento da carga horária das disciplinas de português e matemática, além da inserção das disciplinas de redação e língua inglesa, bem como o aprofundamento da leitura e escrita, desde o 1º ano do ensino fundamental.

Nos anos finais do ensino fundamental, haverá ampliação da carga horária em língua portuguesa e matemática, inserção das disciplinas de redação, física e química no 9º ano.

Nas turmas do 1º ao 5º ano, os alunos que optarem por não cursar a disciplina de ensino religioso, que é de oferta obrigatória, mas tem matrícula facultativa, os estudantes poderão escolher o aprofundamento em leitura e escrita (ALE) completando a carga horária definida por lei para este nível de ensino.

Ensino Médio

Pensando em preparar os estudantes do ensino médio para o Exame Nacional do Ensino Médio, os vestibulares e o mundo do trabalho, haverá a inclusão dos conteúdos de conhecimentos gerais nos componentes curriculares de história e geografia da 3ª série do ensino médio regular e de atualidades, dentro do componente de sociologia.

Nas unidades de tempo integrais implantadas antes da adesão do Estado ao Programa de Implementação ao Ensino Médio em Tempo Integral, conteúdo de conhecimento gerais e atualidades será ministrado como disciplina.

Os alunos do ensino médio também terão aumento da carga horária em português, matemática, biologia, química e física, além da disciplina de redação em todas as séries.

Ensino Médio Integral

Nas 50 unidades escolares em Tempo Integral da rede estadual, que não integram o Programa de Implementação ao Ensino Médio em Tempo Integral, serão inseridos no componente curricular de cultura corporal, aulas de dança, jogos intelectuais, artes marciais ou esportes, que serão ofertadas de acordo com a opção de cada unidade escolar.

No componente curricular de produção e expressão artística cada escola poderá escolher entre aulas de teatro, dança, canto ou produção artística. Também será de livre escolha das unidades escolares optarem pela oferta de aulas de informática ou iniciação científica, de acordo com a demanda local.

Diversidade

As unidades de ensino que atendem públicos específicos como as escolas quilombolas, do campo, indígenas e as que oferecem a Educação de Jovens e Adultos (EJA), além dos avanços citados, as novas estruturas curriculares ainda atendem às especificidades de cada realidade.

Para a EJA, a proposta traz a inclusão do componente curricular emprego e trabalho, com o objetivo de preparar os alunos para o ingresso e permanência no mundo do emprego. Os estudantes também terão aulas de redação em todos os segmentos da EJA oferecidos.

As escolas quilombolas serão contempladas com conteúdos específicos valorizando os conhecimentos e a realidade dos alunos.  Será inserida a disciplina saberes e fazeres quilombolas, abrangendo formas de cultivo e produção destas comunidades. Outra novidade é o componente curricular cultura quilombola, que abordará a diversidade cultural especifica deste público.

Como forma de valorização das ciências camponesas, as escolas do campo terão, a partir deste ano, a disciplina saberes e fazeres do campo na qual serão trabalhadas, conforme a realidade sócioconômica de cada região, os conteúdos: sistema de cultivo, sistema de criação, agroindústria, aquicultura ou extrativismo. 

Nas unidades escolares indígenas os estudantes terão, além do estudo da cultura religiosa indígena e do estudo da língua indígena, o componente curricular saberes indígenas que abordará, de maneira contextualizada, valores, crenças e costumes de cada etnia.

Para a professora Wanessa Sechim, todas as mudanças propostas pela pasta e aprovadas pelo CEE acarretarão na melhoria gradual do ensino ofertado. “Com as estruturas curriculares aprovadas, conteúdos alinhados, mais aulas semanais e menos alunos em sala de aula, formam um contexto que acreditamos ser ideal para a eficiência e eficácia do trabalho dos professores e, por consequência, para o sucesso da aprendizagem dos alunos”, conclui.

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